#107 – ABUSO INFANTIL E TRÁFICO DE PESSOAS | Lisandra Salvariego e Cíntia Meirelles



Hoje abrimos espaço para uma conversa que muitas vezes é evitada, não por falta de importância, mas pelo contrário: porque assusta, paralisa e, muitas vezes, parece distante. Mas não é. Dados recentes mostram que, no Brasil, uma criança é vítima de violência sexual a cada poucos minutos e milhares de crianças e adolescentes desaparecem todos os anos. A maior parte desses casos acontece dentro de contextos de confiança e, cada vez mais, também no ambiente digital.

Falar sobre abuso infantil e tráfico de pessoas não é sobre gerar medo. É sobre transformar informação em proteção. Entender como esses crimes acontecem, quais são os sinais de alerta, como o aliciamento evoluiu com a internet e, principalmente, como criar ambientes seguros onde nossas crianças possam pedir ajuda.

Para essa conversa necessária, recebemos a líder humanitária, Cíntia Meirelles (cinthia_meirelles) de Azevedo, que atua no enfrentamento ao tráfico de pessoas e na promoção da dignidade humana, e a delegada, Lisandrea Salvariego (@lis_salvariego), responsável por investigações de crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes, que compartilha sua experiência no combate à exploração e violência no ambiente online.

*COMO FAZER UM B.O:
– Site da Delegacia Eletrônica de São Paulo:
– Ou qualquer denúncia envolvendo o tema: disque denúncia 181
– Ou através do e-mail: nucleo.noad@sp.gov.br

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22 Comments

  1. Essa semana do Maio Laranja participei de uma imersão online do Instituto Basta, todos os dias a noite entre 19h e 21h. Foi MUITO BOM!

    (No segundo dia, quando a Delegada Sheila citou o trabalho da Delegada Lis, eu senti a mesma coisa da Thayla no início do ep, eu tremia internamente).

  2. Esse episódio está muito bom, mas é preciso falar que os meninos também sofrem MUITO abusos sexuais por pessoas de dentro e fora da família. E os abusadores podem ser também mulheres. É assustador a quantidade de homem adulto que fala que teve a primeira experiência sexual quando eram CRIANÇAS e com mulheres BEM MAIS VELHAS, e acham COMPLETAMENTE normal, sendo que FOI ABUSO!

    A Joutjout antes de sair do YouTube, ela fez o "vídeo mais importante desse canal" em que ela abordou que uma porcentagem de garotos que se tornaram abusadores foram antes VÍTIMAS. Se atentem nos meninos também.

  3. Tema importante demais!
    Mas eu quero deixar uma sugestão: episodios sobre como ensinar os familiares/amigos a respeitarem os limites que nós pais colocamos.

    Eu me tornei mãe ha um ano e faço parte dessa geração de mães que está aprendendo os perigos da internt pros filhos, mas meus pais não são dessa geração. Eles não entendem que mandar a foto do meu filho pra alguem pode ser perigoso. Apenas parar de deixar que eles tirem fotos com eu filho nao resolve o problema porque isso nao ensina. Eles levam pro pessoal e sempre ficamos taxados como supreprotetores.

    Precisa de mais conteudo pra rede de apoio nao se sentir ofendida com os limites que colocamos tambem

  4. Aqui em portugal percebo muito que as mães nao permitem e nem são simpáticos com quem se aproxima, antes eu achava super grosseria delas, vc olha uma crianca linda e como no Brasil para e elogia ,rir e acena p bebe ou criança né e aqui no inicio fazia o mesmo e as mães te comem com olho,nao permitem sabe aproximação…mas agora entendo como isso é importante tbm ,sao estranhos olhando p seu filho e tentando se aproximar … mas vc ver q é cultural essa "frieza".

  5. Parabéns pelo episódio! Necessário demais, demais, demais.

    Os abusadores se aproveitam do silêncio das vítimas. Temos mesmo que estar sempre alertas e prontas pra defender nossas crianças!

  6. Tentaram roubar meu filho na rua quando ele tinha 3 meses de idade. Na semana seguinte, levaram da minha vizinha… Desde então, soube que isso é comum. Ps: moro em bairro nobre da cidade.

  7. Fui abusada pelo meu tio. Ele é um homem preto. Minha família é toda branca. Ele entrou na família pela adoção. E, conforme fui crescendo, eu não conseguia ficar perto e a minha família me acusou de racista, mas não conseguiu vê o que estava acontecendo.

  8. Pesado! Trabalho com crianças e já ouvi denúncias pessoalmente. Nunca é fácil! Sempre buscamos nos educar e nos atualizar quanto a esse tema, em primeiro lugar, para abordar com as crianças como elas podem se proteger e, em segundo lugar, para sabermos o que fazer quando a violência é reportada a nós. Já são cinco anos buscando ser uma instituição antenada e posicionada nesse tema, tanto realizando atividades no conhecido Maio Laranja quanto também informando a comunidade sobre leis e cuidados com nossas crianças.
    Mas confesso que, ainda assim, ouvir esse episódio mexeu muito comigo. E que bom por isso: mente e coração sensíveis a essa dor coletiva que, infelizmente, ainda vitima tantas crianças e adolescentes.
    Com trabalho árduo e informação, podemos mobilizar e transformar a realidade das próximas gerações!

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